A ansiedade é uma pauta muito relevante para a sociedade atual. Todavia, muitas pessoas ainda não entendem completamente do que ela se trata e de quando os seus sintomas começam a ser prejudiciais à vida quotidiana. Entre os jovens de 18 a 24 anos, a pesquisa Covitel 2023 mostra que 31,6% apresentaram diagnóstico de transtorno de ansiedade.
Por isso convidamos a extensionista do professor Maurício do projeto Conscientização Corporal, Rafaella de Souza Batista, do 1° TADM Falconi, para conversar conosco sobre a ansiedade. O que é, quando se torna prejudicial e meios de passar por uma crise.
A.J.: O que é a ansiedade e como podemos defini-la de uma forma simples?
R.: A ansiedade é um sentimento natural do nosso corpo que funciona como um mecanismo de proteção, porém quando essa emoção se torna muito intensa e acaba prejudicando nosso cotidiano, ela se torna um transtorno de ansiedade.
A.J.: Quais são os sinais mais comuns de ansiedade que uma pessoa pode perceber no dia a dia?
R.: Entre os sintomas mais comuns estão: preocupação e medo excessivo, irritabilidade e dificuldade de concentração, tensão muscular, suor excessivo e falta de ar.
A.J.: Qual é a diferença entre sentir ansiedade em uma situação comum e ter um transtorno de ansiedade?
R.: A ansiedade faz parte da vida e é normal ter esse sentimento antes de uma prova, uma viagem ou uma situação nova, sendo algo momentâneo. Já no transtorno de ansiedade, esses sentimentos são mais intensos, frequentes e podem aparecer mesmo quando não existe um perigo real. Além disso, começam a atrapalhar atividades do dia a dia, como estudar, dormir e sair com amigos.
A.J.: Quais situações do cotidiano costumam despertar ansiedade nas pessoas?
R.: Provas, apresentações, mudanças de escola ou de cidade, problemas familiares, conflitos com outras pessoas, preocupações com o futuro e situações novas.
A.J.: A ansiedade pode afetar o corpo além das emoções? De que maneira?
R.: Sim. A ansiedade não afeta apenas os pensamentos, ela pode ocasionar também sintomas físicos, como aceleração dos batimentos cardíacos, tensão muscular, dor de cabeça, insônia, boca seca e problemas intestinais. Isso acontece porque o corpo entra em um estado de alerta constante.
A.J.: Como a ansiedade pode interferir na rotina de estudos ou nas relações sociais?
R.: A ansiedade pode dificultar a concentração e a organização, afetando a rotina de estudo e seu desempenho escolar. Nas relações sociais, pode fazer com que a pessoa tenha medo excessivo de ser julgada, fazendo com que ela evite interagir e fazer amizades com outras pessoas.
A.J.: Por que é importante falar sobre ansiedade e não tratar o assunto como algo “bobo” ou “frescura”?
R.: Porque esse transtorno pode realmente afetar o bem-estar e a qualidade de vida de uma pessoa. Dizer que é “frescura” pode fazer com que ela se sinta incompreendida e tenha vergonha de procurar ajuda. Discutir sobre o assunto ajuda a combater preconceitos e permite que as pessoas reconheçam quando precisam de ajuda.
A.J.: Existem atitudes simples que podem ajudar uma pessoa quando ela está se sentindo muito ansiosa?
R.: Sim. Em um momento de ansiedade, pode ajudar a parar por alguns minutos, respirar de forma lenta e tranquila, procurar um ambiente mais calmo, conversar com alguém de confiança e tentar controlar os pensamentos.
A.J.: Quando a ansiedade começa a atrapalhar a vida da pessoa, qual seria o momento de procurar ajuda?
R.: É importante procurar ajuda exatamente quando esse sentimento acaba comprometendo o cotidiano da pessoa e afetando suas atividades do dia a dia.
A.J.: Qual é a importância de projetos de extensão, como o Saúde Corporal, para levar informações sobre ansiedade para a população?
R.: São importantes porque transmitem ensinamentos para pessoas que muitas vezes não têm conhecimento sobre o assunto. Ao falar sobre a ansiedade, o projeto pode ajudar as pessoas a reconhecer sinais, a entender que o assunto é sério e a saber onde buscar ajuda.