O esporte vai muito além das quadras — ele forma caráter, constrói histórias e transforma vidas. Esse é exatamente o caso de Felipe, estudante do 1º ano de Eletrônica do IFTM, que encontrou no futebol não só uma paixão, mas também um caminho de crescimento pessoal e superação.
Desde pequeno, o futebol já fazia parte da sua vida. Entre jogos na rua e partidas assistidas com entusiasmo, o interesse pelo esporte surgiu naturalmente, no entanto, foi em 2023 que ele começou a competir de forma mais séria, intensificando uma relação que já vinha da infância: “É uma paixão de criança, algo que eu fui me apegando cada vez mais”, conta.
A escolha de estudar no IFTM também teve forte influência no esporte. Além da estrutura e das oportunidades, as amizades construídas dentro desse meio foram decisivas. O ambiente esportivo acabou sendo uma porta de entrada para criar vínculos importantes e fortalecer seu sentimento de pertencimento.
Atualmente, Felipe também é atleta do Patrocínio Tênis Clube, onde pratica futsal. Sua rotina inclui treinos noturnos, das 20h às 21h, conciliados com os estudos. Mesmo com a dedicação ao esporte, ele afirma que isso não prejudica sua vida acadêmica — pelo contrário, contribui para sua disciplina e aprendizado.
Mais do que desempenho físico, o futebol tem um papel essencial no seu desenvolvimento pessoal. Valores como respeito, humildade, empatia e responsabilidade foram sendo construídos ao longo dos anos: “O futebol faz você crescer psicologicamente”, resume.
Mas a caminhada não foi fácil. Em 2023, ele enfrentou um dos momentos mais difíceis da sua vida: uma lesão grave, com a fratura da tíbia, que o afastou dos treinos por três meses. Pouco depois, veio uma perda ainda mais dolorosa — o falecimento de seu pai. Um período que exigiu força emocional e maturidade. “Tive que crescer muito psicologicamente e ser forte”, relembra.
Mesmo diante das dificuldades, ele seguiu em frente. Sua participação no JEMG foi marcante, especialmente pela união da equipe e o apoio da torcida do IFTM. Apesar da derrota na final, o sentimento de coletividade foi o que mais ficou. “Parecia minha primeira vez, de tão especial que foi. A torcida e os alunos junto com a gente me marcaram muito.”
Além das conquistas esportivas, o futebol também ampliou seu círculo social, proporcionando novas amizades e um forte senso de comunidade. Ele define o IFTM como uma verdadeira família.
Ao falar sobre questões raciais no esporte, Felipe é direto: considera qualquer forma de preconceito algo totalmente desnecessário. Já presenciou situações de racismo em campo e reforça a importância do respeito, destacando que ninguém escolhe sua cor de pele.
Para o futuro, os planos são claros: sonha em se tornar jogador de futebol profissional e ajudar sua família, especialmente sua mãe. Caso esse objetivo não se concretize, pretende continuar no esporte, seguindo pela área da Educação Física.
Mesmo estando em seu primeiro ano representando o IFTM, Felipe acredita no seu potencial como uma possível revelação esportiva. E deixa um recado sobre o que o público pode esperar: “Sempre vou dar o meu melhor, dentro de quadra ou em qualquer esporte.”
Uma história que mistura talento, esforço e superação — e que ainda está só começando.