Originalmente fundado pelo professor Osmando Pereira Júnior, professor responsável por unidades curriculares técnicas dos cursos de Eletrônica e Engenharia Elétrica, o projeto ReTeC (Reciclando Tecnologia e Construindo Conhecimento) busca dar um destino melhor para o lixo eletrônico de Patrocínio. Durante os anos anteriores, o projeto promoveu vários eventos notáveis de reciclagem, como a gincanas entre as turmas do nosso instituto, para ver qual delas arrecadava mais lixo eletrônico, o que ampliou a conscientização sobre os 5R no IFTM. Atualmente, com a remoção do professor Osmando, o professor Altair assumiu a coordenação do ReTeC e, no ano de 2026, ele volta a dar vida a um dos projetos mais interessantes do nosso campus.
Nossa entrevistada desta edição, Gabrielle Nunes, é estudante do terceiro ano do curso Técnico em Contabilidade Integrado ao Ensino Médio e foi uma participante ativa do ReTeC no ano de 2025, quando cursava seu segundo ano. Ela compartilhou conosco suas experiências e dicas para os futuros integrantes do projeto.
A. J. :O que é o ReTeC e qual é o principal objetivo desse projeto?
G. :O ReTeC é um projeto voltado para a coleta, separação e reciclagem de sucatas eletrônicas. O principal objetivo do projeto é conscientizar as pessoas sobre a importância do descarte correto desses materiais, ajudando na preservação do meio ambiente e incentivando a sustentabilidade.
A. J. : Como você conheceu o ReTeC e por que decidiu participar?
G. : Conheci o ReTeC por meio da arrecadação de sucatas eletrônicas realizada no GincaTeC. Decidi participar porque achei o projeto interessante e gostei da ideia de contribuir com a sustentabilidade, além de poder conhecer mais sobre a área da eletrônica, mesmo sendo do curso de Contabilidade.
A. J. : Qual era o seu trabalho ou função dentro do projeto?
G. :Minha função dentro do projeto era mais voltada para o marketing e divulgação. Eu ajudava na criação das artes e materiais visuais para o ReTeC, utilizando o Canva para produzir conteúdos relacionados ao projeto e às campanhas de arrecadação. Além disso, eu fazia parte da GincaTeC, que é um projeto dentro do ReTeC voltado para a gincana de arrecadação de sucatas eletrônicas realizada nas escolas estaduais com alunos do 1º ao 3º ano do ensino médio.
A. J. :Como acontecia o processo de reciclagem do lixo eletrônico no ReTeC?
G. :O ReTeC possuía um espaço próprio para o descarte de sucatas eletrônicas, onde os próprios alunos poderiam levar equipamentos sem uso para serem descartados corretamente. Além disso, também aconteciam arrecadações de sucatas eletrônicas através do GincaTeC. Depois da coleta, o professor Osmando combinava com uma empresa parceira para realizar a retirada dos materiais arrecadados.
A. J. :O que você aprendeu lá durante sua participação no projeto?
G. :Durante minha participação no ReTeC, pude aprender mais sobre sustentabilidade, descarte correto de sucatas eletrônicas e também conhecer melhor a área da eletrônica, mesmo não sendo do curso. Além disso, desenvolvi habilidades de criatividade, comunicação e trabalho em. Além da parte relacionada às sucatas eletrônicas, também aprendemos outras atividades, como fazer canjica, trabalhar em equipe, desenvolver criatividade e melhorar a comunicação entre os participantes.
A. J. :Você percebeu alguma mudança na sua visão sobre meio ambiente e sustentabilidade depois dessa experiência?
G. :Sim. Depois dessa experiência, passei a ter mais consciência sobre a importância do descarte correto de sucatas eletrônicas e sobre como pequenas atitudes podem ajudar o meio ambiente e contribuir para a sustentabilidade.
A. J. :Como alunos de outros cursos, além da eletrônica, podem ajudar no projeto?
G.:O ReTeC não é um projeto somente para alunos da eletrônica. Se não me engano, no ano passado, havia três alunos do curso Técnico em Contabilidade Integrado ao Ensino Médio e um de Graduação em Letras/Inglês participando também. Qualquer pessoa que tivesse interesse ou curiosidade poderia participar.
A. J. :Quais foram as maiores dificuldades ou desafios que você encontrou no ReTeC?
G. :Uma das maiores dificuldades foi conciliar o projeto com a vida acadêmica, porque os encontros do ReTeC aconteciam às quartas-feiras à tarde e, em alguns dias, eu não conseguia comparecer por causa de provas ou trabalhos. Outro desafio foi na parte do design. Eu falei para o professor Osmando que sabia mexer no Canva, mas na verdade eu só conhecia o básico. Como sou muito perfeccionista, mesmo quando ele dizia que as artes estavam boas, eu sempre achava que faltava alguma coisa. Então revisava várias vezes, acrescentava detalhes e ainda perguntava a opinião de amigos próximos para ter mais um ponto de vista.
A. J. :Quais dicas você dá para quem não sabe reciclar lixo eletrônico?
G. :Minha dica para quem não sabe reciclar sucatas eletrônicas é procurar pontos de coleta especializados e nunca jogar equipamentos eletrônicos no lixo comum. Muitas escolas, empresas e projetos como o ReTeC ajudam nesse processo de descarte correto.
A. J. :Quais tipos de materiais eletrônicos vocês recebiam com mais frequência?
G. :Os materiais mais recebidos no ReTeC eram celulares, carregadores, cabos, teclados, mouses, computadores e outros equipamentos eletrônicos sem uso.