Durante a 4° semana de junho de 2026, os Institutos Federais do Triângulo Mineiro se reuniram com um único propósito: competir no JIF (Jogos das Instituições Federais), de natação à salto em distância, os alunos do ensino médio integrado deram um show de atletismo, mas muitos se esqueceram de um pequeno detalhe: não apenas de adolescentes o IFTM é composto. Apenas no campus Patrocínio, temos um total de 4 cursos que contemplam adultos, sendo eles: Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Engenharia Elétrica, Gestão Comercial e a caçula, Licenciatura em Letras-Inglês, desses 4, apenas um aluno do superior esteve nas quadras, pistas, campos e piscinas do IF: o estagiário.
Quando pensamos em esportes voltados para o ensino superior, o IFTM possui uma escassa força de vontade para desenvolver para além do mundo da fantasia, é comum vermos, pelo menos no campus Patrocínio, alunos do superior jogando futebol na quadra sem iluminação e com uma bola emprestada, ou criando campeonatos de ping-pong valendo um salgado superfaturado da cantina. Então nos resta a dúvida: a falta de querer parte dos alunos ou da própria gestão do campus? Quando o assunto esportes é trazido às mesas de reuniões, o ensino médio sempre é o foco central, dada a quantidade de alunos e o tempo que permanecem no instituto, entretanto, a não valorização dos estudantes de graduação gera um sentimento de desamparo, invisibilidade e insatisfação, o que gera evasão e descrença na existência de um ensino superior que possui como potência a humanidade e cooperação.
O ponto focal quando discutimos sobre a existência precária ou a falta de incentivo ao esporte voltado para a graduação, discutimos sobre uma instituição construída para o ensino médio e sem interesse em procurar alternativas, mas também falamos sobre um ensino superior fora de uma cidade universitária, local onde os estudantes são trabalhadores antes de serem estudantes. O ensino superior deve ser visto, deve ser pensado durante a implementação de projetos e essa é a grande questão: o instituto não vê possibilidade de sucesso em projetos de esporte voltados para o superior. Em suma, adulto joga bola, paga conta, sabe jogar vídeo game e ter visão estratégica no xadrez, mas também trabalha, estuda e se desdobra para conseguir permanecer em uma instituição que insiste em invisibilizá-lo.